A Amazon Game Studios vem apresentando o desenvolvimento da nova aventura de Lara Croft por meio de uma série de minidocumentários dedicada aos bastidores do projeto, mostrando como diferentes elementos do clássico de 1996 estão sendo reconstruídos para os dias atuais. A produção já passou pela própria construção de Lara Croft, cenários, criaturas, movimentação, enigmas e armadilhas. Agora, o sexto episódio coloca o foco sobre o combate e a progressão, reunindo desenvolvedores da Crystal Dynamics e da Flying Wild Hog para explicar algumas das decisões tomadas durante a modernização do jogo.
Uma nova visão para o primeiro Tomb Raider
Legacy of Atlantis não pretende ser uma simples reprodução do Tomb Raider original com gráficos atuais. Desenvolvido em parceria pela Crystal Dynamics e Flying Wild Hog e utilizando a Unreal Engine 5, o projeto reimagina a aventura que apresentou Lara Croft ao mundo em 1996.
Essa proposta aparece diretamente na série de bastidores. Os episódios mostram como elementos reconhecíveis pelos fãs estão sendo preservados enquanto sistemas são redesenhados para atender às expectativas de um jogo de ação e aventura lançado mais de três décadas depois do original.
O primeiro episódio apresentou a nova interpretação de Lara Croft, enquanto os seguintes passaram pelo Peru, pelas criaturas encontradas durante a aventura, pela movimentação da protagonista e pela reconstrução dos quebra-cabeças e armadilhas.
Novo episódio detalha combate e progressão
No sexto minidocumentário, o destaque passa para a maneira como Lara enfrenta seus inimigos. As clássicas pistolas duplas estão de volta, acompanhadas por diferentes armas e estilos de combate que poderão ser utilizados durante a campanha.
Uma das principais novidades é o sistema Focus. A mecânica utiliza ações realizadas durante os confrontos, como causar ou receber dano e executar esquivas, para preencher uma barra especial. Quando ativada, ela permite desacelerar temporariamente a ação ao redor de Lara.
A ideia está ligada diretamente às características acrobáticas que marcaram a personagem desde os primeiros jogos. Segundo Raul Siqueira, diretor de Tomb Raider: Legacy of Atlantis, o sistema foi pensado como uma maneira de recuperar movimentos associados à Lara de 1996 dentro de uma estrutura de combate contemporânea.
O episódio também apresenta uma primeira visão dos sistemas de progressão, incluindo a árvore de habilidades e a criação de itens, ampliando as possibilidades disponíveis durante a exploração.
Minidocumentários ajudam a apresentar a reconstrução do clássico
A estratégia de revelar Legacy of Atlantis por meio de episódios dedicados a partes específicas do desenvolvimento permite acompanhar com mais detalhes o trabalho por trás da reimaginação. Em vez de concentrar todas as novidades em trailers, a série explica decisões de design e mostra como os estúdios estão tentando equilibrar nostalgia e modernização.
Esse equilíbrio será um dos pontos centrais para o jogo. O Tomb Raider original ajudou a estabelecer Lara Croft como um dos personagens mais reconhecidos da indústria, mas muitos de seus sistemas nasceram dentro das limitações técnicas e das convenções de design dos anos 1990.
Legacy of Atlantis parte justamente desse material para reconstruir ambientes, combate, movimentação e quebra-cabeças com tecnologias atuais, mantendo referências que jogadores veteranos deverão reconhecer ao longo da aventura.
Quando Tomb Raider: Legacy of Atlantis será lançado?
Tomb Raider: Legacy of Atlantis será lançado em 12 de fevereiro de 2027 para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC via Steam.
Até a estreia, a série de minidocumentários funciona também como uma vitrine para a evolução do projeto. Para a Amazon Game Studios, Crystal Dynamics e Flying Wild Hog, é uma forma de construir gradualmente a expectativa em torno do retorno às origens de Lara Croft enquanto mostra ao público o que está mudando — e o que permanece reconhecível — nesta nova versão de uma das aventuras mais importantes da história da franquia.
